TERAPIA COMPRESSIVA (Cbr)

Datas: 28 e 29 de Janeiro de 2019

HORÁRIO: segunda-feira, das 09:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00 horas e terça-feira, das 09:00 às 13:00 horas
DURAÇÃO: 24 horas (12 de sala de aula + 12 de trabalho do formando)
PREÇO: 100€

DESIGNAÇÃO DO CURSO
Terapia compressiva como opção terapêutica adjuvante para o controlo da dor/cicatrização, em doentes com úlcera de perna sem patologia arterial periférica significativa

INTRODUÇÃO
O curso, Terapia Compressiva como opção terapêutica adjuvante para o controlo da dor/cicatrização, em doentes com úlcera de perna sem patologia arterial periférica significativa é importante devido ao crescente número de pessoas com dor associada à presença de feridas complexas que exigem cuidados de enfermagem especializados e direcionados.

FUNDAMENTAÇÃO
Entre as úlceras encontradas nos membros inferiores, a úlcera de etiologia venosa é a que apresenta maior prevalência, correspondendo a aproximadamente 80 a 90% das úlceras encontradas nessa localização, sendo que a insuficiência venosa crónica (IVC) é a principal responsável pelo seu aparecimento (OE, 2012)
A terapia compressiva (combinada com outras) é uma das estratégias de primeira linha no tratamento da úlcera de etiologia venosa, com ganhos comprovados tanto na evolução favorável da ferida, como: no tratamento da dor associada, na taxa de prevalência e na qualidade de vida dos doentes (GUIMARÃES BARBOSA, 2010 e CLARKE-MALONEY, et al, 2006). Um documento de consenso produzido pela European Wound Management Association corrobora a ideia anterior e MARTINHO (2012) acrescenta ainda como vantagem a diminuição nos custos com o tempo de cuidados de enfermagem.
A terapia compressiva consiste na aplicação de compressão no membro inferior, utilizando para tal ligaduras específicas, meias de compressão ou outros sistemas inelásticos e segundo PARTSCH (2003) desencadeia diversos efeitos fisiológicos e bioquímicos complexos que afetam o sistema venoso, arterial e linfático melhorando por exemplo o retorno venoso e reduzindo o edema.
Para que a terapia compressiva possa ser realizada é necessário excluir a existência de patologia arterial significativa, sob pena de aumentar as lesões arteriais e desencadear uma isquémia do membro. Assim, o enfermeiro deve socorrer-se das estratégias de avaliação necessárias, com sejam: avaliação do índice de pressão tornozelo braço (IPTB) (OE, 2012).
A correta avaliação clinica da pessoa é fundamental para delinear a estratégia terapêutica adequada, e exige ao enfermeiro conhecimentos teórico-práticos no âmbito da fisiopatologia, avaliação e tratamento da pessoa com dor por presença de úlcera de perna, no sentido de garantir cuidados de elevada qualidade e segurança.

OBJECTIVO GERAL
Promover o desenvolvimento de competências técnico-científicas dos enfermeiros, no âmbito da avaliação e tratamento da pessoa com dor, por presença de úlcera de perna sem patologia arterial periférica significativa.
Contribuir para a capacitação dos enfermeiros, com conhecimentos no âmbito da fisiopatologia, avaliação e tratamento da pessoa com úlcera de perna sem patologia arterial periférica com dor

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
Realizar a avaliação clinica da pessoa com dor por presença de úlcera de perna;
Efetuar avaliação do índice de pressão tornozelo-braço com recurso a dopller;
Interpretar valores obtidos na avaliação do índice de pressão tornozelo-braço;
Delinear a estratégia terapêutica adequada à pessoa com dor por presença de úlcera de perna;
Conhecer os sistemas de compressão;
Aplicar ligaduras de curta tração e outros sistemas inelásticos.

DURAÇÃO
12 horas

PARTICIPANTES
12 participantes

CRONOGRAMA/PROGRAMA/CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

CRONOGRAMA DE FORMAÇÃO – 1º dia
9:00-9:15
Apresentação
9:15-10:15
Avaliação clinica da pessoa com úlcera de perna
História médica
História da úlcera
Exame clinico (Inspeção do membro, da úlcera e da pele)
Avaliação IPTB (índice de pressão tornozelo braço)
10:15-10:30
Coffee-break

10:30-13:00
Avaliação e controlo da dor da pessoa com úlcera de perna
Avaliação da dor
Controlo farmacológico
Controlo não farmacológico
Prática simulada – Casos clínicos
13:00-14:00
Almoço

14:00-15:45
Terapia Compressiva
Efeitos Fisiopatológicos da compressão
Indicação para o uso da terapia compressiva
Contra-Indicações da terapia compressiva
Objectivos da Terapia Compressiva
Benefícios da Terapia Compressiva
Avaliação da Eficácia da Compressão
Fatores que afetam a compressão
Complicações da Terapia Compressiva
15:45-16:00
Coffe- break

16:00-17:00
Sistemas de compressão
Ligaduras de compressão
Meias de compressão
Outros sistemas de compressão

CRONOGRAMA DE FORMAÇÃO – 2º dia
09:30-12:30
Prática simulada
Avaliação de IPTB
Aplicação de ligaduras de curta tração
Aplicação de sistemas inelásticos
12:30-13:00
Encerramento do curso

FORMADORES
Elsa Figueiredo Santos – Enfermeira Graduada
Juliana Paciência – Enfermeira Especializada em Enfermagem Comunitária


RECURSOS MATERIAIS E PEDAGÓGICOS
1 Computador e 1 projector multimédia
Papel e caneta
6 camas ou macas
3 dopplers portáteis 8 MHZ
3 esfignomanómetros manuais com respectivas braçadeiras de adulto e para obesidade
3 oximetros portáteis tipo mola
3 máquinas de calcular básicas
6 ligaduras de curta tração
10 ligaduras de algodão prensado
1 rolo de meia de Jersey para perna
3 sistemas inelásticos JUSTA LITE tamanho M
3 Kits úlcera tamanho (1 de cada tamanho)
1 rolo e 1 placa Mobiderme
1 meia elástica se possível de cada tamanho (S, M, L)
3 tesouras de fio retas
1 rolo de adesivo hipoalérgico