Datas: 19 e 26 setembro; 10 e 24 de outubro; 7 e 21 de novembro; 5 e 12 dezembro de 2020; 9 e 23 de janeiro e 6 e 20 de fevereiro de 2021
As alterações profundas nas curvas de transição epidemiológica e demográfica na sociedade ocidental, as características destes últimos dois séculos, que em paralelo com as mudanças sociais, económicas e médicas (resultantes sobretudo da industrialização e do investimento na curabilidade e aumento da esperança de vida) conduzem à necessidade de rever e refletir sobre os métodos tradicionais de prestação de cuidados de saúde, quando a curabilidade apresenta o seu limite e, a morte é a meta final dos doente que, pela cronicidade, pelo desenvolvimento e pelo agravamento da sua doença, necessitam de cuidados de saúde vocacionados e ajustados às suas necessidades e às necessidades da sua família.
O aumento da esperança média de vida, mais evidente na sociedade ocidental, induz a uma mortalidade em grandes idosos, relacionada com doenças crónicas. A doença crónica, progressiva e não curável potencia, ao longo do tempo, os níveis de dependência e de necessidades físicas, emocionais e sociais. Assim, os doentes e suas famílias precisam de respostas em cuidados de saúde adequadas e direcionadas para esta sua fase de vida, que se relacionam com o adequado controlo sintomático (sobretudo da dor), promoção de conforto e comunicação assertiva e ajustada aos dilemas e conflitos emocionais que se vão colocando com o avançar da doença. Esta resposta exige a participação e cooperação de uma equipa muitidisciplinar em saúde que procura acrescentar “vida aos dias”, principalmente àqueles que, no seu trajeto paliativo, necessitam de cuidados que se coadunam com a seu percurso de doença e de vida, e cujo apoio à família, como unidade a cuidar, é premente e implicando também acompanhamento após a morte do seu ente querido.
A OMS revelou que as doenças crónico degenerativas, se constituiriam como a causa de morte de cerca de 35 milhões de pessoas em todo o mundo, o que salienta a importância deste flagelo dos séculos XX e XXI, que afecta cada vez mais indivíduos em fase activa e que acarretam níveis de dependência mais ou menos prolongados, com repercussão em elevado sofrimento biopsicossocial.
Os Cuidados Paliativos foram definidos pela OMS, em 2002, como "uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida do doente e família, os quais enfrentam problemas decorrentes de uma doença incurável e/ou grave e com prognóstico limitado, através da prevenção e alívio do sofrimento, com recurso à identificação precoce e tratamento rigoroso dos problemas não só físicos, mas também dos psicossociais e espirituais".
O Programa Nacional de Cuidados Paliativos alega que "a complexidade das situações clínicas, a variedade das patologia, o manejo de um largo espectro terapêutico e a gestão de um sofrimento intenso requer, naturalmente, uma preparação sólida e diferenciada, que deve envolver quer a formação pré-graduada dos profissionais que são chamados à prática deste tipo de cuidados, exigindo preparação técnica, formação teórica e experiência prática efetiva”, dando assim ênfase à importância da formação específica nesta área de cuidar.
De acordo com a Associação Europeia de Cuidados Paliativos, através da sua Task Force em Educação definiu, três níveis de formação em Cuidados Paliativos. A presente formação baseia-se no nível B (formação avançada, pós-graduada), que se dirige a profissionais que frequentemente se confrontam com situações de Cuidados Paliativos (ex: oncologia, geriatria, pediátricos, cuidados continuados, cuidados comunitários, doenças crónicas e debilitantes, etc). Esta formação deve conter de acordo com a Associação Nacional de Cuidados Paliativos (2004) entre 90 a 180 horas.
A presente proposta de formação considera como conteúdos formativos os referenciados como essenciais no Despacho de 15 de Junho de 2004 (aprovação do Programa Nacional de Cuidados Paliativos) e o proposto pela Associação Nacional de Cuidados Paliativos no que respeita à formação de profissionais de saúde, incluindo os cuidados à pessoa doente e sua família em internamento ou no domicílio, nomeadamente o alívio dos sintomas; o apoio psicológico, espiritual e emocional; o apoio à família; o apoio durante o luto e a interdisciplinaridade.
OBJECTIVOS
CONTEÚDOS
PROGRAMA
1 – Os cuidados paliativos no sistema de saúde
1. 1 – Modelos de organização de cuidados paliativos nacionais
1.2 – O doente: observação, avaliação e controlo de sintomas
1.3 – Intervenção geral de Enfermagem
2 – Dor
2.1 – Fase terminal, agonia, morte e luto
3 – Doente e família
3.1 – Impacto da doença grave
3.2. – Comunicação: instrumento terapêutico
4 – Equipa interdisciplinar
5 – Auto-cuidado e aspectos éticos
Metodologias de formação
No que diz respeito aos métodos de trabalho, o curso está estruturado da seguinte forma:
Apresentação de conceitos; acompanhamento de grupos de formandos na pesquisa bibliográfica, recolha de informação complementar e elaboração de relatórios; debates, demonstração prática das características, manuseamento, programação e monitorização de cuidados.
Aplicação dos conceitos adquiridos. Pesquisa e recolha de informação. Desenvolvimento do raciocínio lógico e do espírito crítico na análise e resolução de problemas reais
Recursos didácticos/meios/equipamentos: Mmios audiovisuais (computador e projector multimédia);
material de apoio (lista bibliográfica, textos); estratégias de ensino aprendizagem (método expositivo, trabalhos de grupo, pesquisa bibliográfica, debate).
Metodologias de avaliação:
Todos os módulos que integram o plano de estudos do curso são objeto de avaliação. Assim, admitem-se as seguintes modalidades de avaliação:
Contínua;
Participação activa (nas sessões letivas, incluindo nos trabalhos de grupo);
Assiduidade;
Sumativa (referente aos conteúdos programáticos dos módulos). A classificação não poderá ser inferior a dez (10) valores.
Trabalho de Projecto. A classificação não poderá ser inferior a dez (10) valores.
Público alvo: Licenciados na área da Saúde, Enfermagem, Social ou Psicologia
Coordenação Científica:
Prof. António Amaral
Coordenação Científica e pedagógica:
Enf.ª Ana Rocha – IPO de Coimbra
Condições de candidatura:
Preenchimento de ficha de candidatura;
Comprovativo do Certificado ou Diploma do Curso de Licenciatura
Síntese curricular (modelo europass ou similar).
Pagamento de taxa de 25€, por transferência bancária, cheque ou vale postal.
Candidaturas através de Internet, email ( Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.) ou correio para:
Formasau, Formação e Saúde Lda.Parque Empresarial de Eiras, lote 193020-265 Eiras
Critérios de selecção por ordem de prioridade:
Matrícula: é oficializada mediante o pagamento de 50€
Propinas: Propina única: 600€
Em três prestações: 250€ cada
Duração: 160 horas (90 horas de sala de aula + 70 horas de trabalho do formando)
Horário: Sábados das 9h às 17:30
Local: Sala de Formação Sinais Vitais