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A relação enfermeiro-doente como intervenção terapêutica

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Descrição

ISBN: 972-8485-6-X
Autora: Manuel José Lopes
Nº de Páginas: 370
Formato: 15 X 21 cm
Editora: Formasau
Ano de edição: 2006
ISBN: 972 - 8485 - 6 - x

 

PREFÁCIO

Tendo acompanhado o percurso do autor na elaboração da dissertação de doutoramento agora publicada em livro, sinto-me feliz com o resultado obtido e gostaria de convidar à sua leitura todos os que se interessam pelo desenvolvimento da disciplina de enfermagem e todos os que queiram compreender o papel dos enfermeiros no bem-estar das pessoas que lutam pela sobrevivência, durante um tratamento prolongado.
Duas razões para ler este livro. Uma delas prende-se com a tradicional e tão desejada pelos enfermeiros, possibilidade de clarificar o que fazem e com que finalidade, perante o público em geral, outros profissionais de saúde, gestores dos serviços de saúde e até aos olhos de muitos colegas. Poderá parecer estranho, mas estamos numa etapa de desenvolvimento em que se encontram lado a lado os enfermeiros para quem está muito claro quem está no centro da sua atenção e qual a finalidade dos cuidados que prestam e os enfermeiros para quem isto não é tão claro, apesar de se comportarem como profissionais. A outra razão está ligada ao desenvolvimento de uma linha de investigação muito própria da enfermagem – a relação entre a condição de saúde do cliente e a intervenção de enfermagem que é preciso continuar a desenvolver. E estou mesmo convencida que o estudo agora apresentado vai inspirar outros colegas.
As questões de investigação que se põem quando se pretende compreender a relação profissional enfermeiro-cliente leva com frequência à opção por uma metodologia qualitativa. O presente estudo é um exemplo das possibilidades que esta perspectiva metodológica trás à teorização, neste caso à proposta de uma teoria de médio alcance. Também neste aspecto, o livro vai interessar muitos dos que sentem dificuldade em ver como as metodologias qualitativas podem gerar teoria e certamente àqueles que estão a sentir dificuldade na realização deste tipo de estudos.
A busca incessante pela clarificação da natureza dos cuidados de enfermagem vem de longe, de Florence Nightingale, que estabeleceu uma ligação entre o indivíduo doente, a interacção com o enfermeiro e o ambiente. Essa busca tem-se baseado na análise das práticas, em teorias já existentes e na investigação, quer dedutiva quer indutiva. A evolução tem sido no sentido de passar da explicação da relação enfermeiro-cliente por processos dedutivos, através de modelos e teorias desenvolvidos por outras disciplinas para a procura da compreensão do fenómeno indutivamente. Este estudo é um exemplo da perspectiva actual.
A velha aspiração a uma única explicação dos cuidados de enfermagem está ultrapassada, não é realista, não serve. Aceitemos esse facto, reconhecendo simultaneamente a importância dos esforços feitos nesse sentido para o desenvolvimento da disciplina. É altura de procurar conhecer as várias formas que a relação profissional enfermeira-cliente pode tomar de acordo com a condição de saúde do cliente e com o contexto em que se encontram. No presente estudo descreve-se a relação terapêutica que o investigador observou em directo. Os próximos estudos nesta linha, em contextos diversos, revelarão características diferentes do processo de avaliação diagnóstica e do processo de intervenção terapêutica de enfermagem?

Boa leitura!
Marta Lima Basto